sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Loly pousou os seus desejos aonde bem queria. Dos desejos pousados em alguém nascia uma noite festiva de corpos entrelaçados que sempre esvaia-se ao amanhecer. Olhava uma última vez os meninos que dela se despediam e via que não, não era o amor que eles queriam encontrar nela, e sim, apenas um corpo do qual por algumas horas eles também pousariam os seus desejos. Nos momentos de enlace, seu corpo se enchia de sensações como numa festa e, por mais que em algum momento ela pudesse sentir o vazio, uma enorme necessidade de viver a cutucava e sabia que pressionar a algo não a faria viver o amor como ela sonhava em viver, de forma livre e que a virasse de ponta a cabeça para que ela saisse rodopiando por aí...do rodopio viriam danças ora quentes ora suaves e nesse meio termo, quem sabe o amor viesse dar o ar da graça.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Eu sinto um misto de coisa dentro que quer passar para fora. Sinto uma enorme necessidade de alguém, sempre, mesmo sentindo ou tendo aprendido a conviver com a falta de um alguém. Não sinto que tive relacionamentos, apenas momentos com alguns...intensos, a maioria gostosos...mas não se têm a constância que eu queria que tivesse. Queria de uma forma livre e leve, acho que se for p/sentir um peso, eu prefiro só viver momentos mesmo, mesmo que volte sempre p/mim, sempre a me perceber só ou vazia de alguém. Sinto mesmo uma enorme fome do outro, de sentir a língua enroscando-se a minha, de sentir o corpo colado junto ao meu e sentir a excitação que nasce em meu sexo...engraçado, ainda há tantos caminhos a percorrer e descobrir e mesmo com uma anciedade latente, hoje eu me permito a não ficar mais tão colada, a não ficar mais tão em cima, a não pressionar a mim e ao outro...só eu sei o quanto me controlo. Faço porque quero ou porque ache que precise.Também acho que crio demais. Não gosto mais de parar para pensar no que ando fazendo ou vivendo sem pensar na hora. Gosto mesmo é de sentir as sensações que tive ou lembrá-las, mas quando passa para o pensamento é chato e me cansa. Quero viver, sempre e mais.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O lobo despiu a menina com seu olhar quente, seus pensamentos voantes, seus desejos sujos... Pousou a imaginação aonde bem queria, usou-a como bem queria, aliás, os dois se usam quando bem entendem e o jogo interessa por ser livre e despudorado assim mesmo. Ela queria se descobrir nos caminhos do sexo, ele queria as aventuras dos caminhos percorridos... Quando ele abocanhou-a, todo o seu corpo estremeceu, e o gozo novo de menina inexperiente e cheia de prazer invadiu-a como um raio certeiro e forte. Ela não queria saber de definições e muito menos de questões racionais, apenas queria deixar os is tintos falarem mais alto, pois achava que a vida era bonita demais para ser enclausurada como já havia sido antes. Sentia o seu corpo uma dança, que quando se encontrava com o dele vivia a festejar e sente uma leveza enorme, uma estranheza também e o quão bom é viver isto.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Quem sabe os dois tenham em comum o mesmo jeito momentâneo e intenso de viver e embora ela o sinta distante, existe certa energia de fascínio e entrega que paira entre ambos.
Ela borboleta e ele pássaro possuem a singeleza e a curiosidade de descobrir o mundo, mas ele encolhe-se e ela abre-se, ao mesmo tempo em que um faz-se o contrário do outro.
As asas dos dois entrelaçam-se e vai e vêm, afastando-se, aproximando-se, aproximando-se, afastando-se...

(As peles se pedem Respiração Transpiração Movimento Vibração Viciante)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Ostra E O Vento

Vai a ondaVem a nuvemCai a folhaQuem sopra meu nome?Raia o diaTem serenoO pai ralhaMeu bem trouxe um perfume?O meu amigo secretoPõe meu coração a balançarPai, o tempo está virandoPai, me deixa respirar o ventoVentoNem um barcoNem um peixeCai a tardeQuem sabe meu nome?PaisagemNinguém se mexePaira o solMeu bem terá ciúme?Meu namorado erradioSai de déu em déu a me buscarPai, olha que o tempo viraPai, me deixa caminhar ao ventoVentoSe o mar tem o coralA estrela, o caramujoUm galeão no lodoJogada num quintalEnxuta, a concha guarda o marNo seu estojoAi, meu amor para sempreNunca me conceda descansarPai, o tempo vai virarMeu pai, deixa me carregar o ventoVentoVento, vento.
(Chico Buarque)

me carrega, me leva...desse desterro, desse emaranhado...de confusões aqui por qüi. alma cansada e deslavada, talvez aja tempo para descansar ou aja tempo para renascer. ''Porque o eu é sempre recomeço''. Forças para recomeçar, a cada dia...quero o brilho no meu olho que não mais o vi. Água.

domingo, 24 de agosto de 2008

O cavaleiro das asas negras chegou até ela com um olhar convidativo e como num piscar de olhos sumiu. Ela procurou, procurou e procurou: só percebeu rastros deixados por ele de forma confusa e sublime. Encontrou-o tempos depois numa roda viva e colorida de um dançar esfuziante. Ele veio até ela, sorriu de felicidade e a segurou nos braços de uma forma que a sensação no corpo dela havia ficado grudada por algumas horas. Ela queria dançar com ele, fosse o que fosse, mas ele como ser misterioso é para se guardar na memória do coração doce que canta.

sábado, 23 de agosto de 2008

desalinho na alma é como loucura incrustada na normalidade. melhor assim do que sentir o que sentia: um frio gélido de vazio mais choro preso. por um instante estava bem, daí logo vinha o estar ruim. um sobe e desce, desce e sobe, sobedesce, descesobe, essobedcesses de emoções. tudo junto, tudo emaranhado, sem explicação e sem emoção também, porque sentir já havia virado costume e como todo costume cristalizado, sem verdade ou passível de...verossimilhança.
pesadelo que era um sonho que não se realizava constantemente...