quarta-feira, 13 de abril de 2011

Preenchismos desnecessários, vazios importantes... Vastidão de ocupações que me levam, que me casam em um emaranhado de assuntos que me interessam e os meninos que se perdem não mostram o seu rosto de homem para mim, muito menos o coração... Coraçãozinho bobo que eu vou deixando para trás mas com uma vontade imensa ainda de acreditar naquele que vai me olhar com olhos não de desejo, mas de um desejo consequente de um afeto. Me enganava quando queria apenas ou fingia querer - acho mesmo que eu fingia - corpo no corpo, sexo por sexo... Eu quero sim o corpo, o sexo, mas não seco, não hormonal, isso eu eu posso ter comigo mesmo, que nem assim é tão desse jeito, é uma ligação energética santificada... Adivinha então o que eu quero? É muito querer? Talvez hoje em dia sim, onde tudo invariavelmente resumi-se a um instalar de dedos como se a gente fosse apenas fruto de desejo, de pênis, de vagina, de orgasmos... Quero gozar muito na minha vida - qual é mesmo o número calculado de orgasmos que uma pessoa tem na sua vida? Pois o número que for é o que eu quero ter ou mais até, rsrsrsrs - mas eu não sou e nem quero ser apenas gozo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Extremamente Ridícula.

Extremamente ridícula por todas as vezes que eu ainda penso em insistir e me jogar, mas puramente verdadeira em toda essa ridicularidade. Foda-se meus sentimentos, os seus, os dele, os dela, os do mundo... Sentimentalóides urbanos. E eu penso em sumir, eu queria sumir... Andar quem sabe numa praia e esbarrar com um novo alguém, porque eu sou feita de amor da cabeça aos pés e dói, mas eu continuo, como? Não sei. Sou sim maior do que isso, mas isso faz parte de mim, numa vastidão tão grande que chega a dilatar todo o meu corpo. Que texto idiota... Nem tão Clarice e nem tão Caio, nem tão Lia e nem tão Guilherme, nem tão o rapaz de barba ou tão tudo isso.

domingo, 21 de março de 2010

Amor, amor...

''O amor não é feito de lógicas racionais e tempos urbanos.
O amor é feito de algodão doce com um pouco de pimenta ou muita e que arde.
O amor me levou ao céu e ao inferno... Eu caí e levantei e novamente voarei, porque ele alimenta minhas asas, sempre.
O amor é feito de cachos, cachos de nuvem... Os meus, os dele.
O amor é um sexo gostoso, safado e doce.
O amor é a resposta mais próxima que eu tive do que é a felicidade.
O meu amor é só para quem eu quiser, mesmo que mude de direção.
O amor me faz crer que mesmo com um não ainda possa haver o sim e mesmo quando eu choro... Minhas lágrimas se misturam em um salgado e doce bombardeadas de sensações.
Ele continuará sendo rei e eu sua rainha.''

sábado, 23 de janeiro de 2010

Criança

É maravilhoso me perceber diante da vida, a menina que dia após dia desperta uma mulher, mas por vezes eu me sinto uma criança indefesa, uma robusta criança indefesa que deambula demais e agora, eu quero e tenho necessidade de sentir um pouco menos ou sentir sem tanta afobação e vermelho, pois por vezes meus próprios sentimentos parecem querer me engolir, imaginem os outros, imagine você... Não que eu queira anular o que sinto, pois a minha cheiura não imprime em mim o vazio que emperra alguém diante da realidade, a claustofóbrica realidade nossa e a luz da qual me dói por vezes por tanta intensidade se faz reflexo da minha transparência, um espelho d água majestoso na pureza de sua originalidade.
Hoje, o silêncio do menino não me é mais tão agoniante e me serve de reflexão: a confusão é inerente ao sentimento, parar ou seguir diante dela é uma escolha e por vezes a reclusão se faz necessária... Mas o tempo não para e independe da gente, ele é precioso e para mim, quem reina nesse tempo são os malucos, os artistas que tem um ritmo, um cantar e um dançar próprios, paralelos a essa realidade. Nós criamos um mundo, não é mesmo?

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
(Platão)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Espera

E ela espera, porque é o que lhe resta. Mas não espera parada, pois há muito o que se fazer e ela precisa se mexer. Sente nescessidade de... Ler, estudar sobre corpo, escrever, olhar nos olhos dele, dormir só um pouco, sair nua na chuva que já se foi, ensaiar o que há tempos não ensaia... Por esse momento ela quer isso. Daqui há um minuto acrescenta uma vontade a mais... Bocejar e ela boceja. Seus dias nunca são sem graça, pois ela sempre põe emoção aonde está, passa e vai. Estranhamente, ela não se sente tão bem, mas já não se sente tão agoniada quanto antes. Lembrava de uma fala da personagem de um de seus espetáculos preferidos: "- Se eu não me conhecesse diria, aquela ali é louca!''
Resumidamente, por enquanto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Singular

Quero ir embora. Sinto que o meu grande mundo não me abarca mais e que para estar do meu lado é preciso muita paciência. Porque eu não sou só feita de maravilhosas... Eu também irrito, invejo, desafeto, desalinho... Eu sinto culpa, mas eu quero que essa culpa passe de uma mera sensação e me deixe em paz. Porque eu tenho sempre de agradar? Eu tenho de ser santa? Eu tenho de ser magra? Eu tenho de sempre estar linda? Minha pele inflamada, meu coração torto, meu corpo extra-gordura, meu não padrão, meu desvio, minha loucura... Quero abocanhar tudo, quaze sempre, mas as vezes quero estar só comigo, sem querer nada, apenas estar, apenas ser no meu singular.

Estranha

Sentia-se estranha, a não ser pelas suas afetações emocionais e uma possível falta de, tudo estava bem. Queria não sentir o que achava, pois o que achava lhe era desagradável, a começar porque imaginava em demasia e nem sempre isso era bom. Ela simplesmente não podia ser normal ou sentir bem menos? Não, pois a normalidade não era para pessoas como ela que percebiam e sentiam o mundo de uma outra forma, principalmente o mundo das emoções. Agora ela queria voar, se tocar, beijá-lo, comer doce e adormecer bem relaxada. Queria anestesiar o que sentia de forma ruim. Queria uma droga. Você?